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Rádio Renascença - Junho 2013

É uma empresa nacional, 100% exportadora e filha da crise. A sede da NBC Medical fica em Sintra, mas a actividade estende-se além mar, até outros continentes, onde faz chegar medicamentos e todo o tipo de produtos de saúde, desde equipamentos hospitalares a dispositivos médicos.

Actualmente, transacciona mais de 95% de produtos de origem nacional e só não chega aos 100% porque nem tudo se produz cá, explica à Renascença Nuno Belmar da Costa, um dos sócios e fundador da empresa.

Este projecto já não conseguiu evitar a crise. Acabou por sobreviver ao primeiro grande desafio, o do financiamento, através de capitais próprios e apoio comunitário. Quando falta o dinheiro, a gestão é crucial. Tudo o que chega ao armazém já tem destino e o fundo de maneio é esticado até ao limite.

Outro factor de sucesso foi a aposta inicial em Angola, um país em forte crescimento e já familiar ao empresário Nuno Belmar da Costa. Em Angola tudo está por fazer, diz Belmar da Costa, sobretudo na saúde, onde até sacos de sangue se chegaram a vender na rua sob temperaturas altíssimas.

África é o principal mercado desta empresa, mas o fundador da NBC Medical sublinha que já atravessaram o Atlântico, rumo ao continente americano e não só.

Em crescimento desde que foi criada, a NBC Medical começou por facturar 10 milhões de euros no primeiro ano de actividade, valor que quase duplicou em cinco anos. Em 2011 foi quando deu o grande salto, com um crescimento de 72%, e mantém o impulso. Arrancou com oito colaboradores e já vai em 30.

Para quem está agora a chegar aos negócios ou pensa na expansão, Belmar da Costa diz que as condições são hoje mais favoráveis do que em 2008, apesar de Portugal atravessar uma das piores recessões de sempre. “Sinto e acho que é notório que começa a haver alguma abertura, novamente, da banca às pequenas e médias empresas e à economia em geral. Se me perguntasse isso há um ano, eu diria, seguramente, que era muito mais complicado”, afirma o empresário.

Belmar da Costa defende ainda que cabe ao Governo facilitar a vida aos empresários, mas há limites, nomeadamente o tipo de produtos e o destino das exportações.

A descida do IRC, que está a ser estudada no âmbito da reforma do imposto, é aplaudida pelo gestor. “Deus queira que vá para a frente”, sublinha.

Aos empresários portugueses que ponderam agora avançar pela internacionalização, Belmar da Costa deixa um conselho: não se deixem ir abaixo com a crise. É quando muitos desanimam que outros descobrem oportunidades de negócio, conclui.

 

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=110294

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